"Banha-te, Nedjma, prometo-te não ceder à tristeza quando o teu encanto se dissolver pois não há nenhum atributo da tua beleza que não me tenha tornado a água cem vezes mais cara; não é a fantasia que me faz sentir este imenso afecto por um caldeirão. Amo cegamente o objecto sem memória em que se disputam os últimos manes dos meus amores."
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
"L'urgente nécessité de filmer un pays merveilleux..."
Kateb Yacine em 1989 na apresentação do filme "Kateb Yacine: l'amour et la révolution" de Kamel Dehane.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Homenagem a Kateb Yacine
No âmbito da 5ª Edição do Festival La Roseraie des Cultures em L'Haÿ-les-Roses, França. Com as participações de Yahia Belaskri, Anouar Benmalek, Jean-Pierre Han e Alain Mabanckou.
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sábado, 10 de novembro de 2012
Parce que c'est une femme de Kateb Yacine
Encenação de Melinda Heeger e Marwanne El Boubsi. Música de Karine Germaix
terça-feira, 6 de novembro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
FMA homenageia Kateb Yacine nos 23 anos da sua morte
Kateb Yacine será homenageado na 13ª. edição do Festival do Mundo Árabe de Monte Real. Mais informações aqui.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Isto já não é mais um país
"À asfixia de todo um povo, sofrimento e vergonha, junta-se a tragédia de todos e de cada um, isto já não é mais um país, é um orfanato."
Kateb Yacine
The denial of the African person’s humanity.
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Antoine Roger Lokongo |
"(...) why is Africa so important to France? [Xavier] Renou suggests three reasons: (1) Maintaining an international status independent of American and Chinese influences (the Soviet Union yesterday); (2) Securing a permanent access to strategic resources; (3) Benefiting from a monopolistic situation. To attain these objectives and maintain its power over its former colonies, France has to pursue a global policy that would be economic, political and cultural (Renou 2002). It is our firm belief that, in the 21st century, Africa does not need all these remnants frameworks of colonialism, call it Commonwealth, Francophonie, Lusophonie, and so on. (...)
Having said that, we agree with Algerian writer Kateb Yacine who wrote that ‘La Francophonie is a neo-colonial political machine, which only perpetuates our alienation, but the usage of the French language does not mean that one is an agent of a foreign power; and I write in French to tell the French that I am not French’ (Djaout 1987, 9). Colonisation was not jut a ‘historical mistake’ as President François Hollande said in Dakar before heading to Kinshasa. It was the very denial of the African person’s humanity. (...)"
Antoine Roger Lokongo
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Heritage
"As Kateb [Yacine] said in a conference at the University of Algiers in 1967, Nedjma is a symbol for Algeria. Her complicated parentage represents Algeria's rich heritage (...) The four friends' obsession with Nedjma and their rivalry symbolize Algerians' love for their country, their conflicts, and their struggle to define themselves and to envision a future nation."
Abdelkader Aoudjit
The Algerian Novel and Colonial Discourse,
Francophone Cultures and Literatures (2010) p. 22
The Algerian Novel and Colonial Discourse,
Francophone Cultures and Literatures (2010) p. 22
No 23º aniversário da sua morte
O Ministério da Cultura argelino e a Maison de la Culture Mouloud Mammeri organizam no próximo dia 29 em Tizi-Ouzou na Argélia, um simpósio dedicado a Kateb Yacine no 23º aniversário da sua morte.
"La configuration de l'amour de la Patrie dans l'œuvre de Nedjma" inclui conferências, exposições e leituras da obra de Kateb Yacine e participam, entre outros, Lakroun Mahfoud, Boukhelou Malika, Benachour Bouziane,Yamilé Ghobalou, Betouche Aini e Said Chemakh.
Tudo aqui.
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Já a 4ª Edição do Colóquio Internacional sobre a vida e a obra de Kateb Yacine, (marcada para o início de Novembro em Guelma, na Argélia) foi adiada por falta de verbas e em sinal de protesto contra as políticas culturais do governo da Algéria.
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Bouziane,
Lakroun Mahfoud,
Said Chemakh,
Yamilé Ghobalou
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Boucherie de l'Espérance de Kateb Yacine
Encenação de François Fehner e Nathalie Hauwelle, de 20 a 27 de Outubro, no espaço La Grainerie em Balma, França. Mais informações aqui.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Une œuvre magistrale
"Quand on parle de Kateb Yacine, c’est toujours en tant que romancier et notamment en rapport avec Nedjma. Or Kateb Yacine est une dimension pluridimensionnelle, pas seulement l’homme du roman.
Romancier, poète, Kateb Yacine est aussi dramaturge. Ces trois composantes constituent son œuvre. Mais c’est vers le théâtre que Kateb Yacine s’est tourné. (...)"
Yacine Idjer
(22/10/2012)
sábado, 13 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Kateb Yacine no Canadá
Conferência sobre Kateb Yacine dia 5 de Novembro na Place des arts (Montreal, Canadá) com as particiações de Nylda Aktouf, Mouloud Belabdi e Faiza Kadri. Mais informações aqui.
domingo, 7 de outubro de 2012
Bilhete de Identidade
"Eu não sou árabe, no meu bilhete de identidade do mundo irreal, sou mulher, e sem ocupação determinada. Tenho quarenta e quatro anos, pareço jovem e portuguesa de nascimento. Mas tive a rara impressão de que isso e tudo
um dia será erguido na minha mão,
ou seja,
meu círculo
ou silêncio luminoso que restar."
um dia será erguido na minha mão,
ou seja,
meu círculo
ou silêncio luminoso que restar."
Maria Gabriela Llansol
Uma data em cada mão | Livro das Horas I
(2009) p.146
sábado, 6 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Kateb Yacine no Théâtre Dijon Bourgogne
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Kateb Yacine |
Le poète comme boxeur, mise en scène de Kheireddine Lardjam, dia 24 de Novembro, às 17h00. Mais informações aqui.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Asefru
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Pierre Bourdieu |
Mouloud Mammeri |
Mouloud Mammeria - Uma das designações para a poesia
no dialeto cabila é asefru (plural: isefra), que provém
de fru, elucidar, esclarecer uma coisa obscura
(em outros dialetos berberes é um pouco diferente).
Parece-me uma acepção antiga. Em latim,
poema é carmen, que significava, se não me
engano, o sortilégio, a fórmula eficaz, que abre
portas. É o mesmo sentido de asefru e, talvez,
essa concordância não seja puramente acidental
nesses idiomas mediterrânicos, para os quais o
verbo é, de início, um instrumento de elucidação,
que torna as coisas permeáveis à nossa razão.
Pierre Bourdieu. – Fru também significa selecionar o grão?
Seria o poeta, então, aquele que sabe distinguir,
tornar distinto, quem, por seu discernimento, opera
uma diacrisis, separa coisas ordinariamente confundidas?
M. M. – O poeta é quem elucida coisas obscuras.
Diálogo sobre a poesia oral na Cabília,
entrevista de Mouloud Mammeri a Pierre Bourdieu, aqui.
Da cultura berbero-árabe
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n. 04 (2006), Sumário |
"ARGÉLIA tem como língua oficial o árabe mas outras línguas são igualmente faladas, como o berbere e o francês. O berbere é a língua materna de 25 a 35% da população (num total de 33 milhões de habitantes) e foi reconhecido como língua nacional mas «não oficial» desde 2002, aquando da revisão constitucional. A Argélia, enquanto colónia francesa, sofreu uma guerra de independência — obtida em 1962 com os acordos de Evian — a francização do ensino e o consequente desmantelamento do ensino em árabe. Após a independência, o Estado argelino e igualmente o marroquino optaram por uma política de arabização linguística sob o pretexto de regresso à cultura pré-colonial. Essa política pode parecer paradoxal uma vez que o árabe é apenas uma língua de colonização mais antiga desses países, já que os berberes eram os habitantes originais. É a partir de 1980 que a questão da oficialização do berbere se coloca de modo mais premente e aberto. Durante o período colonial, segundo o modelo de Albert Camus, autor francês inspirado pela sua vivência no Magrebe, e de outros escritores da denominada «Escola de Argel» que reunia jovens talentos, vários escritores de cultura berbero-árabe tentaram exprimir-se em francês, língua da qual receberam uma sólida formação escolar. Com efeito, enquanto colonizados foram afastados do árabe clássico, sendo o francês a língua com prestígio e o único meio de promoção social. Além disso, tendo em conta as elevadas taxas de analfabetismo do Magrebe (cerca de 90% em 1960) os escritores viam-se privados do seu público leitor natural e a única alternativa consistia em escreverem para os europeus, aos quais procuraram mostrar as realidades e problemas argelinos.
Por vezes, isso cria algumas animosidades por parte dos seus compatriotas escritores que vêem aí um sinal de submissão ao colonizador.
Devemos ter bem presente o drama linguístico do colonizado: movimenta-se entre duas línguas que não possuem o mesmo estatuto (sendo a língua materna do colonizado a menos valorizada) e que dão acesso a dois universos em conflito: o do colonizador e o do colonizado. (...)"
Ana Cristina Tavares
Babilónia nº4, (2006) pp. 41-53
domingo, 23 de setembro de 2012
Admiração e destino
"Mon vrai maître est d’ailleurs Kateb Yacine. Il est un destin, une écriture. Pour moi Kateb Yacine est un éblouissement, une découverte. C’était le coup de foudre. Il est une œuvre monumentale. Je suis toujours collé à lui. C’est mon maître. J’étais en admiration devant lui, devant ses écrits. Il a tracé ce sillon dans la littérature. Il est allé au bout de lui-même. Kateb Yacine ne ressemble à personne, et son œuvre est unique."
Rachid Boudjedra
aqui.
aqui.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Oposições múltiplas
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Relação entre as personagens em Nedjma de Kateb Yacine, por Charles Bonn |
Como atravessar a narrativa e entender cada uma das faces do polígono, se, do lado de fora, Nedjma, é o espelho da estrela ao centro?
O diagrama possível
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Quando havia sangue...
"The day there were ambushes in Algeria, the day there were French casualties, the day there was blood, then the public began to be interested in Algeria. Editors began to hunt automatically for Algerians. Dib and I were published thanks to current events, the ambushes that were going on every day in the pages of France-Soir."
Kateb Yacine
Kateb Yacine's Journey beyond Algeria and Back
Pamela A. Pears
Research in African Literatures
Volume 34, nº3, 2003
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
What is the meaning of memory?
"While to this day, those in power in Algeria obstruct an honest, uncensored processing of the past, Algerian literature repeatedly tries to create a space where collective hurt and the experience of violence can be played out. This is a positive thing.
But there are also disadvantages to the domineering presence of complex thematic backdrop of violence and trauma: it distorts appreciation of other qualities offered by Algerian literature – for example its fascinating, unusual richness of form. As early as 1956, Kateb Yacine, one of the founders of modern Algerian literature, set out his legendary novel "Nedjma" as a complex tale of deliberate confusion. Since then, polyphony, distorted perspectives, intertextual references, and a play on fiction and reality have been hallmarks of Algerian novels. Where does reality end, where does literature begin? What is the meaning of memory? The sheer variety of themes addressed by Algerian literature is also staggering: Habib Tengour's literary grapplings with the issues of exile, identity and cultural globalisation are examples of world literature in every sense. (...)"
Martina Sabra
trad. de Nina Coon,Qantara.de, 2012.
domingo, 9 de setembro de 2012
Solilóquios
"Ouvriers, gens modestes
Pourquoi les gros
Vous étouffent-ils en leur graisse
Malsaine de profiteurs?"
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Une bouffée de bonheur et de prise de conscience collective
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Hamma Meliani |
Mohamed prend ta valise !a été une bouffée de bonheur et de prise de conscience collective. C’était vraiment le miroir qui nous jetait à la figure le drame de l’immigration algérienne que Yacine a si bien connu. Et puis les ingrédients du spectacle étaient captivants : chant, musique, narration, dialogues, sketches et intégration du public à l’action nous plongeaient dans la réalité de ces personnages auxquels on s’identifiait. L’apport de cette pièce venue d’Algérie jouée en franco-algérien et de sa diffusion en France a marqué les esprits par sa simplicité et par sa dramaturgie propre au génie créateur de Kateb Yacine. Enfin, on constatait qu’il existait un public sensible à la situation des immigrés et le public des émigrés était aussi nombreux que les Français. Pour tous ceux qui ont vu le spectacle au théâtre des Bouffes du Nord, c’était vraiment un moment de communion vécu entre les artistes et le public. Le théâtre de Kateb Yacine nous a impulsé un nouveau souffle pour notre créativité. Son influence irradiait sur nous tous. A moi, il m’a apporté la rigueur dans la dramaturgie, dans le traitement théâtral judicieux, le sens de la poésie dans l’écriture dramatique. L’apport de Mohamed prend ta valise ! a été considérable auprès du théâtre de l’immigration.
Hamma Meliani
em entrevista aqui.
em entrevista aqui.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Parce que c'est une femme
Dias 15, 16 e 17 de Novembro no Teatro de L'Étuve em Liège, Bélgica.
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